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Performing Arts
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CADA CAMISA LAVADA QUE VISTO É AINDA UMA ESPÉCIE DE FESTA

Cepa Torta

CADA CAMISA LAVADA QUE VISTO É AINDA UMA ESPÉCIE DE FESTA

Descrição

Quatro pessoas refugiam-se num extenso vale coberto de urzes. Ofegantes, transportam uma pequena secretária de madeira e uma série de objetos: livros de Rilke, de Santo Agostinho, uma gramática russa e uma bíblia, para além de vasos com rosas-chá e gerânios, blocos de notas, vários lápis, fotografias, uma máquina de escrever e papel químico.

Inspirados pela leitura dos diários de Etty Hillesum, escritora judaica morta durante o Holocausto, irão recriar a secretária a partir da qual a artista procurou incessantemente as palavras para lidar com o fim que a esperava. Neste último posto avançado contra o silêncio e a brutalidade, procuram criar um manual de instruções para sobreviver a tempos obscuros, experimentando, neste inusitado laboratório, o material de artistas que enfrentam hoje novos holocaustos, recorrendo à escrita, à comida, à dança e à poesia. Mas os fantasmas interiores têm um passo rápido, e este vale não é assim tão longe do mundo onde oprimidos se tornam opressores. O que parecia um espaço seguro para todas as perguntas ameaça transformar-se num pesadelo—as metáforas tornam-se matéria, os objetos contaminam os corpos—e o que era experiência converte-se em ameaça, tornando a destruição mais palpável do que nunca.

Sessions

  • 26 May 202719:30

Credits

Texto e Encenação
Miguel Maia
Cenografia e Figurinos
Ângela Rocha
Apoio ao Movimento
Carminda Soares
Espaço sonoro
Bernardo Mendonça
Desenho de Luz
a definir
Produção Executiva
Lara R. Santos
Fotografia e Comunicação
Sónia Godinho

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