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Artes de Palco

House de Sharon Eyal + Sagração da Primavera de Mats Ek

Ballet da Ópera Nacional de Lyon

House de Sharon Eyal + Sagração da Primavera de Mats Ek

House

House, de Sharon Eyal, divide-se em várias partes, como os diferentes compartimentos de uma casa plenamente habitada pelos intérpretes. Através de uma sucessão de sequências coletivas e solos que se refletem, colidem e se fundem, a peça retrata um mundo — ou um lar — em crise.

Com música de Ori Lichtik, DJ oriundo da cena techno, os ritmos criam uma atmosfera noturna e festiva, cruzando-se com referências do bailado clássico e da dança contemporânea.

Nesta ode à dança em todas as suas formas, Sharon Eyal constrói uma linguagem de movimento simultaneamente sensual e exigente. Para além da sua precisão virtuosa e quase clínica, a coreografia abre espaço a uma profunda carga emocional. Os corpos, criaturas estranhas e híbridas, entre o humano e o robótico, ondulam e desdobram-se num fluxo contínuo de gestos, numa unidade que pode desfazer-se a qualquer instante através de um permanente jogo de desequilíbrios.

Sagração da Primavera

Quando estreou em Paris, em 1913, pelos Ballets Russes, na coreografia de Vaslav Nijinski, A Sagração da Primavera, de Igor Stravinski, provocou uma forte polémica e tornou-se uma obra decisiva na história da dança e da música do século XX.

Desde então, esta partitura inspirou numerosos coreógrafos, confrontados com a intensidade rítmica da música e com o ritual de renovação que atravessa a peça. Em 1984, Mats Ek criou a sua versão de A Sagração da Primavera, retomada em 2022 para o English National Ballet. Quatro anos depois, a coreografia é transmitida aos artistas do Ballet de l’Opéra de Lyon, que interpretam pela primeira vez esta versão.

Na leitura de Mats Ek, a música de Stravinski traduz-se em movimentos diretos, tensão coletiva e impulsos constantes entre o grupo e o indivíduo. Entre contenção e intensidade, o coreógrafo constrói um bailado centrado no corpo, no rito e na ideia de transformação.

Acessibilidade: sessão com Audiodescrição no dia 18 de fevereiro.

A Fundação Centro Cultural de Belém reserva-se o direito de proceder à captação, armazenamento e utilização de registos de imagem, som e voz, com a finalidade de difusão e de preservação da memória, quer das suas atividades culturais e artísticas, quer dos seus espaços. Para quaisquer esclarecimentos adicionais utilize o endereço eletrónico privacidade@ccb.pt

Sessões

  • 18 fev 202720:00

Ficha técnica

Acessibilidade

  • Audiodescrição

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