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teatro

Teatro Nacional de São Carlos

R. Serpa Pinto 9, 1200-442 Lisboa

Programação

Relicário perpétuo
Artes de Palco

Relicário perpétuo

O que guardar, o que deitar fora, o que tem valor - que autoridade poderá ditá-lo? E Camões, qual deles guardar e celebrar? O dos sonetos petrarquistas, o das odes horacianas, o da epopeia virgiliana agora em revisão? O Camões do teatro mal- amado? O das cartas semi-vis? O das sátiras ainda por estudar? Em Relicário Perpétuo estão todos os Camões, o mais que eles podem. No libreto, o Poeta convoca uma geografia fantasiosa de corte oriental, onde um desamparado príncipe coleciona indiscriminadamente tudo o que lhe vem à mão, numa acumulação insana, incapaz de decidir sobre o seu valor. Espera…

11 set — 12 set

Concerto inaugural
Música

Concerto inaugural

Que melhor forma há de começar uma temporada do que com música a dar vida ao mito e a celebrar a arte do concerto através de um exemplo maior? A temporada 2026-2027 abre com um programa que renova o compromisso do OPART em levar os seus corpos artísticos a públicos diversos. Apresentado no Teatro Camões – sede da Companhia Nacional de Bailado – e em Sintra, no Centro Cultural Olga Cadaval – uma das mais conceituadas salas de concerto nacionais –, este concerto inaugural reúne a Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção do seu maestro titular, Antonio Pirolli, o Coro do Teatro Nacional de…

19 set — 20 set

Don Quixote
Música

Don Quixote

A literatura ibérica como mote, a orquestra como palco: dois compositores, dois mundos sonoros, uma mesma convicção de que a música pode contar histórias que as palavras apenas esboçam. Em parceria com o À Corda Cello Festival , que desde 2020 promove o violoncelo em Coimbra, cruzando géneros e patrimónios, a Orquestra Sinfónica Portuguesa apresenta um concerto construído em torno da música programática de raiz literária espanhola, sob a direção de Nuno Coelho. O programa abre com as Danzas fantásticas , Op. 22 (1919), do sevilhano Joaquín Turina, inspiradas no romance La orgía de José Más.…

27 set

Os dias levantados
Artes de Palco

Os dias levantados

A mais importante obra musical dedicada ao 25 de Abril de 1974: a ópera Os dias levantados com música de António Pinho Vargas e libreto de Manuel Gusmão, estreada mundialmente em São Carlos em 1998. Como escreveu o compositor, o 25 de Abril “foi maravilhoso e inesquecível”. Pinho Vargas procurou, ao compor a ópera, «a defesa da impureza e da liberdade no processo criativo». O libreto de Manuel Gusmão também espelha essa liberdade criativa, fazendo explodir inúmeras e variadas vozes poéticas.

7 out

Carmen
Artes de Palco

Carmen

Logo após a sua publicação em 1845, Carmen , a novela de Prosper Marimée foi rotulada de chocante e escandalosa. Trinta anos mais tarde, Georges Bizet estreia a «sua» Carmen em Paris e, desde então, é uma das óperas mais frequentemente encenadas em todo o mundo. A história da cigana que não hesita morrer em nome da liberdade e do amor, permanece um dos mais impressionantes e imutáveis mitos contemporâneos que lidam com a misteriosa natureza da Mulher. Com o passar dos anos, Carmen , revisitada por inúmeros encenadores, ganhou novas facetas e leituras Porém, perdura o elemento essencial:…

28 out — 28 nov

Mil e uma noites
Música

Mil e uma noites

O exotismo oitocentista chega a Faro com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o maestro Antonio Pirolli. O programa abre com a Abertura de Tannhäuser , de Wagner, que sintetiza a lenda do trovador dividido entre o amor carnal de Vénus e a redenção de Elisabeth, num confronto que Liszt chamou de “poema sinfónico sobre temas da ópera”. O canto dos peregrinos e a bacanal da deusa desenham um arco que culmina na apoteose da salvação. Segue-se o Capriccio espagnol , de Rimski-Korsakov: a obra, que começou como uma fantasia para violino e orquestra, transformou-se num prodígio de virtuosismo…

7 nov

Claude Debussy: La mer
Música

Claude Debussy: La mer

E se, num único programa, se pudesse mapear a efervescência criativa do modernismo inicial, o seu galgar de limites, os seus diálogos interartísticos e a sua busca incansável por uma nova linguagem musical? A Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a batuta de Joseph Swensen, apresenta obras-chave do modernismo francês em torno de uma voz portuguesa moldada pelas mesmas correntes. A abrir o concerto, o Prélude à l’après-midi d’un faune (1894) de Debussy, um marco da história da música gerado a partir da poesia simbolista de Mallarmé. Ao dissolver as fronteiras entre ritmos, harmonia e cor…

14 nov — 15 nov

Mátria
Artes de Palco

Mátria

Numa aldeia transmontana, um rapaz vive fascinado com as histórias de encantar, acreditando que há um tesouro escondido na barriga do monte para onde leva as ovelhas a pastar. O menino, Rodrigo, gosta de ouvir o tio Raúl, um velho sábio sempre pronto a partilhar uma boa história. Talvez entusiasmado por essa magia, Rodrigo cresce e transforma-se num homem inquieto que procura fora da terra onde nasceu o sossego que busca para dentro de si. Cruza-se com várias outras vidas, cada qual com a sua inquietação: Abel, um bêbado apaixonado pela vida; Malaquias, um jovem despreocupado e apaixonado;…

20 nov

A bela adormecida
Outros

A bela adormecida

Passada mais de uma década desde a sua última apresentação, o bailado A bela adormecida regressa ao palco na aclamada versão coreográfica de Ted Brandsen, reafirmando a intemporalidade do grande clássico de Pyotr Ilyich Tchaikovski. Vinte e oito anos após a sua estreia, esta nova apresentação ganha uma renovada dimensão estética através da visão dos reconhecidos artistas José Manuel Castanheira, José António Tenente e Nuno Meira, que reinventam cenografia, figurinos e desenho de luz, para uma leitura contemporânea da obra. Entre memória e reinvenção, esta nova produção de A bela adormecida…

11 dez — 18 dez

Natal com Mozart
Música

Natal com Mozart

Que melhor presente de Natal do que um programa inteiramente dedicado a Mozart, revelando duas faces complementares do seu génio? Este concerto abre com a Sinfonia Concertante , K.364, composta em Salzburgo no Verão de 1779, após o regresso de uma viagem a Paris e num contexto de crescente tensão entre o compositor e o Arcebispo Colloredo. Esta obra híbrida entre sinfonia e concerto duplo distingue-se pelo diálogo em pé de igualdade entre o violino e a viola. Mozart confere à viola uma sonoridade particularmente brilhante, requerendo uma afinação ligeiramente mais aguda do que a habitual, um…

12 dez