
Amelie Von Wulffen
Panic Realism

Vendo bem, faz algum sentido que o castanho seja uma cor tão dominante nas obras recentes de Amelie von Wulffen (Breitenbrunn, Alemanha, 1966). É a cor que inevitavelmente aparece quando se tenta transitar entre as três cores primárias. O trabalho de von Wulffen é, em grande medida, sobre isso mesmo – sobre transitar: entre regimes pictóricos, entre o real e o imaginário, entre a infância e a idade adulta, entre o trauma e a fantasia. As suas pinturas, esculturas e desenhos constituem um universo ambíguo tão inclinado a apropriar-se de ícones da cultura popular (como a Heidi ou a Abelha Maia, John Travolta ou os gelados da Olá), quanto a evocar figuras e cenários associados aos contextos específicos da burguesia conservadora. Sob estas superfícies familiares e referências biográficas, abremse os abismos da história alemã. A emergir no plano pictórico está um conjunto cada vez mais vasto de criaturas, estados e visões, oriundos do lugar de onde brota a escatologia.
Sessões
- 17 out 2026
- 24 jan 2027
Acessibilidade
- Audiodescrição
- Língua gestual
Visitas guiadas Com Ana Gonçalves 24 OUT SÁB 16:00 23 JAN SÁB 16:00 Com interpretação em Língua Gestual Portuguesa 7 NOV SÁB 16:00 Com Audiodescrição 16 JAN SÁB 16:00
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