Fundação Calouste Gulbenkian
Av. de Berna 45A, 1067-001 Lisboa
Programação

Canyon
A música improvisada, assumida pelos seus melhores intérpretes, é como uma disputada competição desportiva de desfecho imprevisível. Com o original quarteto de Canyon é fácil de perceber que tudo é possível. O baterista Jerome Deupree deu ritmo ao rock alternativo dos Morphine; o violoncelista Lester St.Louis notabilizou-se na banda Fly or Die de Jamie Branch; o guitarrista Joe Morris é, para a revista The Wire, “um dos mais profundos improvisadores em atividade nos Estados Unidos”; a pianista Sylvie Courvoisier é um colosso de inventividade, descrita por Deupree como alguém que mantém o…
Hoje

David Maranha & Rodrigo Amado
O mundo não atravessa um momento fácil. Guerras, catástrofes naturais, extremismos políticos, ameaças totalitárias, economias voláteis, desigualdades gritantes, ansiedades climáticas, discursos de ódio e de intolerância, amanhãs incertos. O texto de apresentação de Wrecks, encontro entre o saxofone tenor de Rodrigo Amado e o órgão elétrico de David Maranha, alude a essa tempestade contemporânea como pano de fundo para esta música inquietante urdida a dois. Este cenário não escapou à lente do Free Jazz Blog, que acompanhou uma crítica de nota máxima com a descrição do som “industrial,…
Hoje

Shardik
Cruelty Bacchanal
Cruelty Bacchanal, escreve Matt Hollenberg, “é sobre a erosão da empatia – sobre como a celebração da violência e o abraço do niilismo se tornaram uma demonstração de força na sociedade moderna”. É assim que o líder dos Shardik pensa o segundo álbum do grupo para a Tzadik, música feita de peças que se partem e se reorganizam de forma diferente. Numa mistura de códigos do heavy metal, do free jazz e da composição clássica, buscando sempre escapes sonoros não cartografados, a guitarra de Hollenberg alia-se ao violino de Sana Nagano, ao baixo de Nick Jost e à bateria de Danny Sher. Segundo o…
Amanhã

Fred Moten & Brandon Lopez
Na sua escolha dos dez melhores álbuns de jazz editados em 2022, o New York Times escrevia sobre o precioso disco do contrabaixista Brandon López, do baterista Gerald Cleaver e do poeta Fred Moten notando como Moten “persegue um completo questionamento das formas como os sistemas de conhecimento negros foram explorados e descartados, tendo, ainda assim, renascido”. Em Revision, de 2025, Moten volta a trabalhar com López, num aprofundamento da relação entre a palavra indomada e a música fervente, extremamente visual. Revision é música de hoje, consciente da resposta à insanidade política…
Amanhã

LUME – Lisbon Underground Music Ensemble
No seu 20.º aniversário, o projeto criado e liderado por Marco Barroso traz ao Jazz em Agosto uma visão singular e irreverente da sonoridade de big band. Composto por músicos de jazz e de música erudita, o LUME explora o vocabulário típico da composição para este tipo de formação, mas brincando tanto com os seus lugares-comuns, quanto injetando-lhe referências do rock, da música popular, do jazz vanguardista, da música escrita contemporânea ou do experimentalismo. Para o site London Jazz News , “Marco Barroso desenvolveu no LUME um organismo sonoro de funcionamento singular, percetível…
3 ago

The best of Calouste Gulbenkian Collection
Visita guiada a uma fascinante Coleção privada que abrange pintura, escultura e artes decorativas, desde o Antigo Egito até à Arte Nova.
3 ago — 28 set

Bonbon Flamme
Após uma intensa viagem ao México, Valentin Ceccaldi, violoncelista e fundador do coletivo Bonbon Flamme, regressou a casa com vontade de compor música que se alimentasse de tudo aquilo que tinha absorvido: as cores vibrantes da natureza e das ruas, a acidez dos limões, a doçura dos abacates, o fogo das malaguetas, a omnipresença da violência e da morte, a relação com os antepassados e a religião. Tudo isso está presente no segundo álbum do quarteto, Calaveras y Boom Boom Chupitos, Acompanhado por outros três incendiários músicos (Luís Lopes, Etienne Ziemniak e Fulco Ottervanger), Ceccaldi…
4 ago

The Sleep Of Reason Produces Monsters
Um ano depois da sua arrasadora passagem pelo Jazz em Agosto, Mariam Rezaei volta ao festival com a sua ferocidade criativa a partir dos sons altamente experimentais que retira do gira-discos. O quarteto, que integra também Mette Rasmussen, Gabriele Mitelli e Lukas König (saxofone, trompete piccolo e bateria respetivamente), assume a designação de uma obra de Goya e dinamita géneros como prática quotidiana. “Ao integrar noise, jazz, música eletrónica e pura loucura”, este quarteto, diz em jeito de apresentação, “não se senta passivamente à espera de que algo aconteça”. Em vez disso,…
5 ago

Anna Webber: Shimmer Wince
Flautista, saxofonista e compositora, Anna Webber conquistou nos últimos anos um merecido e destacado lugar na cena jazzística nova-iorquina, cimentando uma reputação de música inovadora e elevada às listas de melhores discos do ano por meios como o New York Times e a National Public Radio . Para este quinteto, formado por outros pontas-de-lança do jazz norte-americano (Adam O’Farrill, Mariel Roberts, Elias Stemeseder e Lesley Mok), Webber escreveu música a partir de um antigo sistema de afinação, baseado em harmónicos naturais e na ressonância das notas. Segundo o Free Jazz Collective , “os…
6 ago

Ches Smith: Clone Row
Perante a enorme originalidade da música composta por Ches Smith para o projeto Clone Row, Marc Ribot aventurou-se a escrever que é como “escutar um concerto de Jim Hall sob o efeito de muitos cogumelos” ou, em alternativa, “uma experiência pós-punk, pós-Dave Brubeck, pós-trip-hop com forma clássica”. Se o talento de Ches Smith é por demais conhecido na qualidade de baterista (Darius Jones, John Zorn, Tim Berne e muitos outros), Clone Row é uma fulgurante demonstração da sua soberba imaginação enquanto compositor, encaminhada para esta formação que partilha com duas guitarras, um baixo e…
7 ago

Tomas Fujiwara: Dream Up
Dream Up é o quarteto de percussão de Tomas Fujiwara, um dos membros mais ativos, ubíquos e criativos do jazz nova-iorquino. Colaborador habitual de Taylor Ho Bynum, Mary Halvorson ou Tomeka Reid, Fujiwara lança-se agora numa sonoridade percussiva partilhada com Kaoru Watanabe, Ches Smith e Kweku Sumbry, larga o suficiente para incluir vibrafone, o ngoni africano ou a flauta japonesa shinobue. Para o Jazz Trail , as peças de Fujiwara constroem “uma ponte entre o ensemble de percussão M’Boom de Max Roach e as preciosidades do vibrafonista Bobby Hutcherson para a Blue Note nos anos 60 e 70”. A…
8 ago

Pat Thomas
Presença assídua do Jazz em Agosto nos últimos anos, tendo atuado com os coletivos Ahmed, The Locals ou X-Ray Hex Tet, o britânico Pat Thomas apresenta-se, desta vez, num concerto de piano solo, baseado no álbum Hikmah (2025). Hikmah, palavra árabe que significa “sabedoria ou conhecimento”, é o guarda-chuva temático para um álbum que, escreve Marc Corrotto no All About Jazz , “reafirma Pat Thomas como uma voz singular na música improvisada”. “Thomas convida o ouvinte a concentrar-se profundamente, mas também a deixar-se levar sem rédeas, como se estivesse dividido entre a oração e o sonho. A…
8 ago

Chicago Underground Duo
Hyperglyph
Rob Mazurek e Chad Taylor puseram fim ao longo silêncio de 11 anos do emblemático Chicago Underground Duo com a edição pela International Anthem de Hyperglyph, um festim de jazz em colisão com a linguagem desconstruída do pós-rock, um cardápio rítmico de tradição africana e a exuberância experimental da eletrónica. O reencontro de Mazurek e Taylor acontece depois das suas experiências com os coletivos Exploding Star Orchestra, Fly or Die (de Jaimie Branch) e Marshall Allen’s Ghost Horizons, num diálogo que alia a percussão em estado de transe de Taylor aos constantes movimentos centrífugos…
9 ago

SML
Quando o quinteto SML (Small Medium Large), supergrupo formado por Anna Butterss, Jeremiah Chiu, Josh Johnson, Booker Stardum e Gregory Uhlmann, se estreou em 2024, a Pitchfork qualificou esse álbum como “um emocionante marco” na música vanguardista contemporânea, sugerindo que o SML “pode sinalizar uma nova iteração do jazz, ou pode até nem sequer ser jazz, ou pode nem sequer importar”. Na música do SML, dá-se a implosão dos vários géneros musicais que o grupo cita a dada altura, numa atitude de voracidade que esgota possibilidades, logo se cansando e seguindo noutra direção. Cada…
9 ago

Katharina Lackner. Paisagem Onírica
Programa de Residências Abertas
«Paisagem Onírica – Atos de Criação Efémeros (In)conscientes» é uma instalação interativa e em constante evolução que convida a uma experiência partilhada a partir do jogo aberto e da colaboração.
10 ago

Sondi. Mbombo: Ecos Oníricos
Mbombo: Ecos Oníricos é um videojogo que explora o poder do descanso e dos sonhos enquanto formas de resistência.
10 ago

O melhor do Museu Calouste Gulbenkian
Descubra o novo Museu Gulbenkian, as grandes obras-primas da coleção e desvende a biografia de Calouste Sarkis Gulbenkian.
30 ago — 27 set

Vale do Silêncio
Coro e Orquestra Gulbenkian
À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, a temporada Gulbenkian Música arranca no idílico cenário do Vale do Silêncio, em Lisboa, com um concerto de entrada livre onde todos poderão escutar algumas das mais emblemáticas e cativantes obras do repertório clássico. Integrada no programa Festas na Rua , esta imperdível viagem musical levar-nos-á das óperas eternas de Bizet, Puccini e Verdi, até às composições do século XX da autoria de George Gershwin e Florence Price. Na melhor das companhias, com a Orquestra e o Coro Gulbenkian.
5 set

Rui Valério. Historia de la Música Rock
Uma obra da Coleção do CAM
Em Historia de la Música Rock , de 2002, Rui Valério filma 401 capas de discos emblemáticos da história do rock dos séculos XX e XXI, editados entre 1953 e 2001, que são passadas por ordem cronológica, em 54 segundos.
7 set

Kafka-Fragmente
Ciclo György Kurtág / Betsy Jolas
Na abertura de um ciclo dedicado aos compositores centenários György Kurtág e Betsy Jolas, a Gulbenkian Música apresenta os Fragmentos de Kafka , para soprano e violino. Após o fascínio inicial pela produção literária do escritor checo ao ler A Metamorfose , Kurtág passou décadas a colecionar fragmentos dos escritos de Kafka, registados em blocos de notas, diários e cartas. A partir dessa recolha, entre 1985 e 1986 mergulhou na composição de 40 peças, criando um espantoso diálogo entre a sua arte e a de Kafka, espelhado na relação entre os dois instrumentos. Fotografias © Sylvain Barres
9 set

A Little Summer Suite
Ciclo György Kurtág / Betsy Jolas
O segundo momento do Ciclo György Kurtág / Betsy Jolas conta com a apresentação de algumas das mais destacadas obras sinfónicas dos dois compositores, dirigidas pela maestra Corinna Niemeyer, reconhecida pela sua personalidade artística ousada e inventiva. Os lugares de solistas estão a cargo de dois dos maiores talentos da atualidade: a versátil e expressiva soprano Hila Baggio, especialista em repertório dos séculos XX e XXI, e o notável violetista Timothy Ridout. Fotografia © Simon Pauly
11 set

Forças transitórias
Visita guiada à exposição Força Transitória das Coisas de Diogo Pimentão em colaboração com o bailarino e coreógrafo francês Emmanuel Eggermont.
12 set

Quarteto Diotima
Ciclo György Kurtág / Betsy Jolas
O Quarteto Diotima é um dos mais aplaudidos quartetos de cordas da atualidade, devendo a sua designação tanto à personagem feminina que Hölderlin criou no romance Hyperion, como a uma peça de referência que Luigi Nono compôs para quarteto de cordas. A sua reputação de excelência construiu-se graças à colaboração próxima com Pierre Boulez e Helmut Lachenmann, bem como à interpretação de obras de Beethoven, Schubert, Ravel ou Bartók. O Diotima junta-se na Gulbenkian ao Ciclo Kurtág / Jolas, num programa que reúne obras dos dois compositores celebrados a par de peças de Ravel e de Bartók.…
12 set

A natureza a fotografar
Oficina de antotipia
Nesta oficina de antotipia vamos experimentar imprimir fotografias de plantas a partir de materiais que podemos encontrar em casa.
13 set