
ORESTEIA
Estreia

Descrição
Oresteia, de Ésquilo, única trilogia trágica que chega até nós, esburacada, imprecisa, mas, na sua essência inteira, é uma obra máxima da dramaturgia universal. Ésquilo, primeiro tragediógrafo do cânone ocidental, mas ainda e sempre, tão pertinente e inquietante como Shakespeare, Tchéckov ou Beckett, condensa nesta obra toda a natureza humana.
Em Agamémnon, o rei retorna a Argos vitorioso da guerra de Troia e é assassinado pela sua mulher Clitemenestra. Nas Coéforas, Electra chora o pai morto e anseia pelo seu irmão, Orestes, que regressa do exílio para cometer matricídio. Eumédides trata do julgamento de Orestes, depois de ser perseguido pelas Erínias até Atenas. Este julgamento público, presidido por Atena, inaugura um novo princípio de justiça e põe fim ao ciclo de sangue e vingança (aqui assombrado pela maldição da casa de Atreu).
A força deste texto, que nos pode soar desesperadamente estrangeiro, inquieta-nos pela clareza com que se revela eternamente contemporâneo nas suas múltiplas dimensões dramáticas: aqui se fala de poder, de impotência, de democracia, de autocracia, de justiça, de vingança, morte, loucura, guerra, vaidade e desmesura, dor e sofrimento, enfim, da natureza humana e da sua feroz e impiedosa necessidade de se organizar em coletivo.
Oresteia é um monumento da literatura dramática na linha das grandes obras de escrita teatral. A sua poesia, que atravessa o drama, os coros e as danças, é, aqui, versada em português, pela mão de José Pedro Serra.
Sessions
- 24 Feb 202720:00
Credits
- TRADUÇÃO E DRAMATURGIA
- José Pedro Serra
- ENCENAÇÃO
- Bruno Bravo
- MÚSICA
- Sérgio Delgado
- CENÁRIO E FIGURINOS
- Stéphane Alberto
- DESENHO DE LUZ
- Diana Santos
- DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
- Telma Grova
- ASSISTENTE DE PRODUÇÃO
- Inês Felix
- APOIO TÉCNICO
- Tiago Gomes