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Música

The Art of Song vol. 3 – A Liturgia das Horas

Filipe Raposo e Rita Maria

The Art of Song vol. 3 – A Liturgia das Horas

Descrição

The Art of Song vol. 3 – A Liturgia das Horas é o novo volume da coleção de discos que a dupla artística Filipe Raposo (piano e composição) e Rita Maria (voz e composição), que iniciaram em 2020, explorando o património cultural que tem alicerçado os percursos artísticos de cada um: a música erudita, a música improvisada e a música tradicional, combinados no seu universo simbólico-artístico.

Os livros de horas, que surgem no séc. XIV e se espalharam amplamente por toda a Europa, estão intimamente ligados à afirmação de uma devoção privada adaptada à vida secular.

Quase sempre escritos em latim, continham uma seleção de meditações e orações para as diversas horas do dia, de acordo com o calendário romano: matinas, laudes, hora prima, hora tércia, hora sexta, hora nona, vésperas. O tempo era assim consagrado através das orações, rezas litúrgicas, mas também através do canto dos salmos, ladainhas, melodias simples e expressivas no seu contorno melódico, herdadas do canto gregoriano e do canto secular.

Estas obras, geralmente ilustradas e ricamente iluminadas, deram origem a valiosas obras de arte. Esta dimensão gráfica trazia o esclarecimento necessário e funcionava como mnemónica visual junto de uma população parcamente alfabetizada. Servia para refletir sobre a dupla percepção do tempo: tempo cíclico, ligado aos ritmos agrários, os meses e os seus afazeres, e o tempo linear, ligado aos mistérios da existência e ao calendário cristão.

O nosso livro de horas surge assim como uma liturgia laica que promove o ritual de escuta como um dispositivo de organização da memória e do tempo.

BIO

Filipe Raposo é pianista, compositor e orquestrador, tem colaborado com inúmeras orquestras internacionais, apresentando-se em importantes salas, como Sala de São Paulo, Bozar, Ópera de Rouen, Fundação Calouste Gulbenkian, CCB. Colaborou em concertos e em gravações discográficas com alguns dos principais nomes da música portuguesa: Amélia Muge, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Jorge Palma, Rita Maria ou Vitorino.

Trabalha também regularmente como compositor para cinema e teatro. Autor da música original do documentário Um Corpo que Dança – Ballet Gulbenkian 1965-2005, de Marco Martins. Em 2022 realizou, em parceria com António Jorge Gonçalves, o documentário O Nascimento da Arte. No mesmo ano escreveu a ópera As Cortes de Júpiter (Gil Vicente), com encenação de Ricardo Neves-Neves. Em 2025, foi premiado no Festival de Cinema de Málaga pela composição original do filme Lo Que Queda de Ti de Gala Gracia.

A sua formação de piano teve início no Conservatório Nacional de Lisboa e concluiu o mestrado em Piano Jazz Performance pelo Royal College of Music (Estocolmo), tendo sido bolseiro da Royal Music Academy of Stockholm. É licenciado em Composição pela ESML.

Últimos trabalhos editados:

Øcre vol.1 (2019)

The Art of Song vol.1: When Jazz meets Baroque (2020)

Øbsidiana vol.2 (2022)

The Art of Song vol.2: Between Sacred and Profane (2023)

O Primo Basílio – banda sonora DVD Cinemateca (2024)

Variações do Brancø vol.3 (2025)

BIO

Rita Maria estudou canto lírico no Cons. Nac. Música de Lx, Jazz na Escola de Jazz do Barreiro, ESMAE e na Berklee College of Music em Boston. Passou parte da sua vida entre Portugal, E.U.A. e Equador. Deambula entre a improvisação do Jazz e a nostalgia do Fado, o Experimentalismo, a fusão com World Music e o Rock. Cantou com músicos como Mário Laginha, Carlos Bica, Filipe Raposo, Nuno Costa, João Paulo E. da Silva, André Fernandes, Albert Sanz, Afonso Pais, Mário Franco, Luís Figueiredo, José Eduardo, João Barradas, Sara Serpa, André Matos, Paula Sousa, Elias Meister, Ziv Ravitz, Cris Case, Yago Vázquez, Alex Alvear, Igor Icaza, María Tejada, Donald Régnier, entre outros. Colaborou com as Orquestras OJM, OJHCP, BBJ, Orquestra Andina. Gravou com e para Elias Meister, Yeray Jiménez, Nuno Costa, João Firmino, Afonso Pais, Kiko Pereira, Luís Figueiredo, Amélia Muge, Rão Kyao, Lars Arens Band Larga, Dixie Gang, Sayuri Shimizu, BBJ. Participou no projeto do compositor equatoriano Igor Icaza e também com o grupo de Rock Sal y Mileto. Desde 15 é cantora da Banda Stockholm Lisboa Project. Lança, em 16, com Afonso Pais, o disco Além das Horas. É cantora da banda Saga Cega, com álbum de estreia em 17. Como professora: Escola de Jazz Luiz Villas Boas; prof. e coord. do dep. canto da Universidad de las Américas, Quito; prof. convidada do GMI (Nova Deli); coord. Do dep. Canto do USFQ College of Music (Univ. San Francisco de Quito). Recebeu o Prémio de Artista do Ano, Prémios RTP/Festa do Jazz 2018. Faz parte, com Mário Franco e Luís Figueiredo, do trio Círculo, que dá origem à Editora discográfica RODA Independent Music, da qual é cofundadora. Atualmente desenvolve o seu trabalho artístico com Filipe Raposo, com quem já lançou 2 discos. Dos projetos mais recentes constam Quang Ny Lys – com João Mortágua e Mané Fernandes – e trio de música contemporânea, com Martin Sued e Bernardo Couto. Foi prof. no departamento de Jazz da Universidade de Den Haag. Curadora do festival THEIA, que vai na sua 3ª edição, dedicado ao papel da mulher no jazz e na música contemporânea.

Sessões

  • 5 jun 202720:00

Ficha técnica

Piano e composição
Filipe Raposo
Voz e composição
Rita Maria
Arte visual
Graça Santos
Fotografia
Abel Andrade
Gravação
André Tavares
Produção executiva
Joana Ferreira/ANTN
Apoio à Residência
Seminário Maior de Coimbra
Apoio à promoção
RODA Music

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