
Kali Malone

© Estevez Belloso
É uma feliz coincidência que numa temporada em que apresentamos a obra-prima Occam Ocean, de Éliane Radigue, recebamos Kali Malone, um dos nomes destinatários da herança musical da compositora francesa. Nascida nos Estados Unidos mas a viver desde a adolescência em Estocolmo, na Suécia, onde se formou na Royal College of Music, Malone encontrou a sua distintiva voz nos sopros dos órgãos de tubos e na eletricidade dos sintetizadores modulares. A sua música tem sido permanentemente permeada pelo entendimento particular e especial do tempo e do modo como afeta a percepção da nossa audição. Seja em modo acústico ou através da eletrónica, Malone tem mostrado uma mestria rara em criar zonas de contração e expansão musical, de caráter imersivo, em que matéria sonora lentamente se impõe através de uma cuidadosa edificação de harmónicos que parecem desafiar a nossa escuta. Experimental, vanguardista, mas também agarrada a uma sensação de tradição secular que se perde no passado, Kali Malone merece hoje parte importante da primeira página da música contemporânea mais desafiante e atraente da atualidade. Depois de dedicar os últimos anos da sua produção a solo a obras acústicas, é um momento importante recebermos novamente a sua vertiginosa eletrónica, num concerto especialmente desenhado pela luz do artista visual inglês Charlie Hope, de quem vimos recentemente na Culturgest a sua colaboração com Lucy Railton.
Sessões
- 23 set 202621:00
Ficha técnica
- Eletrónica
- Kali Malone
- Desenho de luz
- Charlie Hope
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